Fraturas por Estresse

Fraturas por estresse
– Entenda o que é a fratura por estresse

As fraturas por estresse se iniciam como fissuras microscópicas nos ossos podendo progredir para lesões mais graves. Elas são resultado ou de sobrecarga ou de má qualidade óssea ou ambos. Os atletas, profissionais ou amadores, são os mais diagnosticados com esse tipo de lesão por causa do esforço físico repetitivo, porém pacientes com osteopenia ou osteoporose também costumam ser acometidos.

As fraturas por estresse podem ser divididas em dois subtipos, os intrínsecos e os extrínsecos. O primeiro tipo inclui idade, sexo, densidade e estrutura óssea. Já o segundo tem relação com o ritmo e local de treino, uso de equipamentos e condicionamento físico.

Os ossos que mais sofrem com essa fratura são os que suportam o peso corporal entre eles a tíbia, metatarsos, fíbula e fêmur.

– O que sente o paciente com  fratura por estresse?

Os primeiros sinais da fratura por estresse são de dor ao realizar uma atividade física que melhora com repouso. O local acometido pode apresentar um inchaço. Depois há forte desconforto ao apalpar o local acometido. O paciente também nota queda no desempenho e dificuldade em realizar o treinamento.

– Como avaliar uma  fratura por estresse?

O diagnóstico tem como base o relato do paciente e avaliação de exames por imagem, já que não há deformidades óbvias. Entre os testes estão raios-X, ressonância magnética e tomografia computadorizada para analisar detalhes da fratura e da região acometida. Diferentemente das fraturas comuns, os raios-X, por vezes, não identificam este tipo de lesão, apesar de serem o primeiro exame solicitado.

– Qual o tratamento para uma  fratura por estresse?

Quando a fratura é de baixo risco, ou seja, tem grandes chances de evoluir com uma boa consolidação e cicatrização óssea, o tratamento é conservador, não cirúrgico, com interrupção das atividades de sobrecarga e impacto. Exercícios na água, de alongamento ou fortalecimento ajudam a manter a condição muscular e cardiorrespiratória até o retorno do paciente a essas atividades.

Já nas fraturas de alto risco, com chances ruins de consolidação, é necessária retirada da carga sobre o membro afetado com muletas e, frequentemente, imobilização. Se mesmo assim não houver boa evolução o tratamento cirúrgico é indicado para resoluçãoo do problema, sendo geralmente realizada uma cirurgia minimamente invasiva que contribui para a melhor e mais rápida recuperação do paciente, diminuindo a dor e desconforto após o procedimento, otimizando os resultados.

– Como prevenir uma  fratura por estresse?

A melhor maneira de evitar uma fratura por estresse é respeitar os limites do corpo e aumentar o ritmo de treino de maneira gradual. É importante também fazer uso de calçado adequado à modalidade exercida, alongar e fortalecer a musculatura e ter uma dieta balanceada com ingestão de cálcio e vitaminas.