Síndrome da Dor Anterior do Joelho (Condromalácia patelar)

Síndrome da dor anterior do joelho (condromalácia patelar)

– Entenda o que é a  síndrome da dor anterior do joelho ou síndrome patelofemoral dolorosa?

Mais conhecida como condromalácia da patela e definida como um quadro doloroso da região anterior (frente) do joelho, esta é uma doença que gera o desgaste da cartilagem da patela responsável por amortecer o impacto e evitar o atrito entre as superfícies ósseas.
Diversos fatores podem levar a este problema, como sobrecarga, excesso exercícios, exercícios realizados de maneira incorreta, predisposição relacionada a alterações anatômicas, mau-alinhamento, desequilíbrio da musculatura do joelho, frouxidão ligamentar, trauma, entre outros. A sobrecarga pode ser observada em atletas de nível competitivo, corredores, praticantes de fitness com uso excessivo de peso e pessoas com sobrepeso ou obesas. O mau-alinhamento do membro inferior é divido em elementos estáticos e dinâmicos. As alterações biomecânicas estáticas incluem: encurtamento do membro, anormalidade do pé e tornozelo, patela com mobilidade anormal, deformidades rotacionais ou angulares nos membros inferiores e aumento do ângulo do músculo quadríceps. As alterações dinâmicas são: desequilíbrio muscular representado principalmente pelo encurtamento da musculatura isquiotibial, pronação excessiva ou insuficiente do pé e aumento da força em valgo incidente no joelho É importantíssima a avaliação do ortopedista especialista em joelho para identificar tais fatores de risco e orientar os exercícios e atividades mais indicados, meios de prevenção e o que evitar.

Ë mais frequente em mulheres e acomete principalmente adolescentes e adultos por volta da segunda e terceira décadas da vida. A síndrome da dor anterior do joelho ou síndrome patelofemoral dolorosa ou condromalácia da patela está entre os diagnósticos mais comuns das doenças do joelho.

O que sente o paciente com condromalácia patelar?

A principal queixa é a dor na parte da frente do joelho que piora com determinadas situações.

O início da dor na região anterior do joelho pode ser de maneira gradual ou aguda e pode ser precipitada por algum tipo de trauma. A dor pode ser uni ou bilateral e tem um caráter inespecífico, podendo variar de intensidade e localização (região anterior do joelho na cartilagem da patela, peripatelar ou até mesmo posterior do joelho). O paciente pode relatar uma sensação de “joelho preso” ou até mesmo “solto” após a sua movimentação. É comum a ocorrência de rangidos ou estalidos. Alguns podem ter a falsa sensação de instabilidade devido à inibição da contração do quadríceps pela dor, porém esta não deve ser confundida com instabilidade patelar, a qual apresenta um ou mais episódios de luxação da patela onde a patela efetivamente sai fora de seu lugar. Geralmente é relatada a piora ou desencadeamento da dor ao agachar, subir ou descer escadas, correr, saltar, e após ficar sentado com joelho dobrado por longos períodos (“sinal do cinema” ou “sinal do teatro”).

– Como avaliar a  condromalácia da patela e fazer seu diagnóstico?

Pelo exame físico o ortopedista é capaz de identificar o problema e descartar outras patologias com sintoma similares, bem como avaliar os fatores predisponentes de cada paciente.

Pelo exame físico o ortopedista é capaz de identificar o problema e descartar outras patologias com sintoma similares, bem como avaliar os fatores predisponentes de cada paciente. Para complementar o diagnóstico e o entendimento dos fatores predisponentes, podem ser solicitados exames de raio-X, tomografia computadorizada e ressonância magnética. Esta é o principal exame de imagem na avaliação desse problema. A condromalácia patelar é divida em 4 graus de acordo com sua profundidade:
– Qual o tratamento da condromalácia patelar?
O tratamento da condromalácia visa a diminuição da dor e desconforto, e a melhora da qualidade de vida. O tratamento é baseado na orientação das atividades corretas de fortalecimento, na prevenção de atividades e exercícios que levam a uma sobrecarga da cartilagem da patela, na prescrição de medicamentos específicos que protegem a cartilagem, fisioterapia e na correção dos fatores predisponentes, seja por meio da alteração de hábitos ou por meio da correção cirúrgica quando necessária.
-Quando deverá ser proposto o  tratamento cirúrgico?

O tratamento cirúrgico pode ser indicado na falha do tratamento não cirúrgico com a presença de alterações bem definidas no exame físico e exames de imagem. Normalmente o tratamento não cirúrgico deve ser realizado por pelo menos 6 a 12 meses antes de se pensar em cirurgia, devendo-se atentar à adesão do paciente e qualidade técnica do mesmo.

Antes da cirurgia deve ser feito o estudo detalhado das anormalidades específicas de cada paciente, pois a indicação de uma técnica cirúrgica inadequada pode trazer mais prejuízos do que benefícios. A artroscopia com regularização da superfície articular da patela, a liberação do retináculo lateral encurtado, o realinhamento patelar com transposição da tuberosidade anterior da tíbia para melhora da excursão patelar e descompressão da cartilagem da patela, o avanço da musculatura vasto média oblíqua nos casos de fraqueza ou desequilíbrio muscular, a reconstrução da superfície articular e a prótese patelofemoral constituem os principais tipos de cirurgia para tratamento da síndrome patelofemoral dolorosa.

– Como prevenir o quadro de  tracondromalácia patelar?

Fortalecer a musculatura do joelho com exercícios que não sobrecarregam a cartilagem da patela, aquecer o joelho antes de uma atividade física e aumentar a intensidade dos exercícios de forma gradual respeitando os limites do corpo são formas de prevenir o problema, assim como manter-se dentro do peso indicado e seguir as orientações do ortopedista especialista em joelho após avaliação e identificação dos fatores predisponentes.